terça-feira, 3 de março de 2009

Peregrinação a Santiago de Compostela (e a Braga)

No Domingo de Carnaval, depois de meses de preparação, encafuámos a bagagem de doze pessoas para três dias em dois carros e partimos rumo ao Norte.

Depois de um óptimo jantar na cidade invicta chegámos à Casa da Torre de Soutelo, onde ficámos a dormir as duas noites, já perto das doze badaladas. Esta casa é um centro de espiritualidade e cultura da Companhia de Jesus, inspirada em Santo Inácio de Loyola. A localização e as condições para realizar retiros são óptimas, pelo que está já "na calha" para um futuro retiro do GJA.

Na segunda-feira chegámos a Santiago antes do almoço, mas já não conseguimos participar na celebração do meio-dia na Catedral. Assim, resolvemos visitar aquele que é um dos templos mais famosos do cristianismo. Não sei se foi um milagre, tínhamos acabado de entrar quando um senhor português emigrado na Galiza se aproxima de nós. Oferece-se para nos mostrar a catedral e "meter cunhas" para rezarmos mesmo em frente ao altar e tirar fotografias (desde que sem exageros). Foi uma Graça de Deus. Depois da "visita guiada" à catedral e da adoração ao Santíssimo, o senhor António (assim se chamava o bom homem) deu-nos indicações sobre o que mais valia a pena visitar na cidade, bem como um sítio barato e bom para almoçar.

Depois de conhecermos alguns dos monumentos sugeridos pelo senhor António, o Padre Luís celebrou a Eucaristia na capela dos pilares (dentro da catedral!). Além do senhor António, talvez atraídos pelo som da língua portuguesa, foram aparecendo mais pessoas na capela durante a celebração, principalmente portugueses.

O Sr. António ainda nos ofereceu doces típicos de Santiago (tartes e pedras) antes de nos despedirmos. Depois de uma tentativa de jantar em Ponte de Lima (o J. Pimenta deve ser o restaurante mais misterioso do país! Todos o conhecem, ninguém o vê), acabámos por "cear" em Braga.

Braga foi mesmo a cidade que visitámos na terça-feira de Carnaval. De manhã passeámos na zona histórica do burgo e visitámos a belíssima Sé da "Cidade dos Arcebispos". À tarde, fomos ao Santuário do Sameiro, o segundo maior centro de devoção mariana em Portugal e ao Bom Jesus, onde percorremos a via sacra ao contrário (descendo de escadas e subindo pelo célebre elevador movido a água).

No regresso a Azeitão, ainda parámos em Fátima para rezar vésperas e para agradecer o sucesso da viagem.

O balanço final foi muito bom, um dos poucos aspectos negativos foi o pouco tempo que tivemos para visitar as duas cidades. Para repetir!